A mais emblemática tragédia espacial completou 34 anos no dia 28 de Janeiro, a explosão do ônibus espacial challenger. O acidente espacial deixou 7 astronautas mortos, Judith A. Resnik, Ronald E. McNair e Ellison S. Onizuka, no piloto Mike J. Smith e Francis R. Scobee, no comandante da missão Gregory Jarvis, especialista de carga, e Sharon Christa McAuliffe, que foi selecionada entre 11 mil professores para ser a primeira professora e civil americana a sair de órbita, causando grande comoção mundial e a interrupção dos vôos de ônibus espaciais.
O acidente aconteceu a 14 quilômetros de altitude, foi causado por uma falha nas juntas do foguete, os anéis não expandiram do modo que foram projetados devido às condições climáticas no dia do lançamento, um fato curioso é que o lançamento do ônibus espacial estava agendado para seis dias antes da tragédia, mas foi reagendado por instabilidades climáticas e alguns problemas técnicos na aeronave.
Richard Feynman, o professor da Caltech vencedor do prêmio Nobel de 1965, físico ativo do projeto Manhattan foi um dos principais responsáveis por identificar a falha nos anéis de borracha que vedava as juntas do foguete, em uma demonstração ao vivo na TV americana, Feynman então pegou um pedaço da borracha usada nas juntas do foguete, simulou a tensão a prendendo e mergulhou ela em um copo com gelo, demonstrando que em temperaturas negativas, a borracha tinha sérias dificuldades para esticar, suas contribuições ajudaram as missoes espaciais ficarem mais seguras. Quem quiser saber mais detalhes de como Feynman participou da comissão de investigação do desastre, e como ele tenta expor a verdade sobre o incidente, recomendo que assistam "Ônibus Espacial Challenger"
As missões com ônibus espaciais foram retomadas e em 2011, A Nasa aposentou de vez seus ônibus espaciais, marcando um fim de uma era.


