Os Turistas Interplanetários e Sua Escala Obrigatória no Brasil — 40 anos depois




por Leo

Voltei, recreianus 🫡👽.

Espero que estejam preparados para essa nova história de avistamentos, histeria coletiva, muita loucura nos ceús brasileiros com uma passadinha espelhada na Segunda Guerra. Bem, preparem-se para conhecerem a maior operação de avistamentos da história: A Noite Oficial dos Ovnis. 

Era em um fatídico dia 19 de maio de 1986, o controlador de tráfego aéreo Sérgio Mota da Silva chegou para trabalhar no Aeroporto Internacional de São José dos Campos como se fosse um dia comum. Porém, essa data ficaria marcada na história da ufologia mundial como o caso com o maior número de testemunhas oculares do planeta. E sim, a notícia foi confirmada pelo Ministério da Aeronáutica.

Segundo o ministro da Aeronáutica, brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, pelo menos 20 objetos não identificados foram detectados entre 20 horas da noite de segunda-feira e 1 hora da madrugada de terça-feira. Foi a segunda vez naquela semana que as autoridades da Aeronáutica deram um testemunho oficial a respeito do fenômeno.

Ao todo, foram vistos 21 objetos voadores não identificados em quatro estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, no episódio que ficaria conhecido como a Noite das Luzes ou dos Ovnis

O primeiro relato do caso é creditado ao sargento Sérgio Mota da Silva. Por volta das 20 horas, ele começou a gerenciar a decolagem de um voo que sairia de São José dos Campos, em São Paulo, com destino ao Rio de Janeiro.

Nesse momento, Sérgio avistou uma luz parada no céu, que ele apelidou de “farolzinho”. Ele ligou para a torre do aeroporto de Guarulhos para verificar se havia alguma aeronave naquela rota, mas a resposta foi negativa. O objeto então desapareceu e voltou a surgir com brilho ainda mais intenso. 

Assustado e intrigado, ele decidiu comunicar o fato ao oficialato. 

Temendo um ataque ou um acidente, o Centro de Operações da Defesa Aérea acionou a Força Aérea Brasileira, que enviou cinco caças para interceptar os possíveis invasores.

O primeiro caça, pilotado pelo tenente Kleber Caldas Marinho, decolou da Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, às 22h34, com recomendação de manter as luzes de navegação apagadas. Durante o voo, que durou cerca de uma hora, o piloto relatou que as luzes se moviam em zigue-zague, em velocidade assustadora e realizavam manobras impossíveis para qualquer aeronave da época. 

Às 22h48, decolou o segundo caça, da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, comandado pelo capitão Armindo Sousa Viriato de Freitas. O radar de bordo detectou um alvo a 22 quilômetros de distância. O piloto apagou as luzes de navegação e tentou se aproximar. Quando se preparava para disparar, o objeto desapareceu da tela do radar.

O terceiro caça, pilotado pelo capitão Márcio Brisola Jordão, saiu da Base Aérea de Santa Cruz às 22h50. Pouco tempo após decolar, foi informado de que havia numerosos tráfegos atrás de sua aeronave. Jordão executou uma curva de 180 graus, mas não avistou nenhuma das luzes. Vinte minutos depois, notou uma luz vermelha ao longe; ao tentar se aproximar, ela se afastou em uma velocidade de mach 20, e ficou avermelhada ao longe. Em seguida, observou duas luzes brancas, uma fixa e outra piscando. Porém, nunca soube o que eram ou como conseguiam voar em velocidades tão altas. 

As autoridades, no entanto, não classificaram o episódio como uma invasão, mas como uma espécie de “brincadeira de gato e rato”. Em nenhum momento os objetos demonstraram hostilidade, embora os pilotos tenham sido orientados a deixar o sistema de armas pronto.

Dois outros caças foram enviados, pilotados pelos capitães Rodolfo Silva Souza e Júlio César Rosenberg, ambos da Base Aérea de Anápolis. Nenhum deles teve contato visual ou por radar com os objetos.

Segundo controladores de voo em São Paulo, os objetos chegaram a seguir aviões F-5 e até um avião Xingu que transportava o então presidente da Petrobras, Ozires Silva, do Rio de Janeiro para São José dos Campos.

O controle de tráfego aéreo relatou variações bruscas de velocidade e registrou os alvos nos radares (imagens disponíveis no site da aeronáutica).

Como se isso não bastasse, os objetos também foram observados em outras cidades. Em Guaratinguetá, cerca de 2 mil militares da Escola de Especialistas da Aeronáutica testemunharam o fenômeno com binóculos e a olho nu.

Esses mesmos objetos foram detectados pelos radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, o CINDACTA. Isso indica que se tratava de objetos sólidos, e não apenas efeitos luminosos.

O repórter Adenir Britto, do jornal Vale Paraibano, também testemunhou o fenômeno. Após receber uma ligação informando que havia um disco voador sobre o prédio do jornal, saiu para verificar e observou luzes de diversas cores movendo-se em várias direções.

Os relatos dos pilotos são muito parecidos. Os OVNIs realizavam manobras impressionantes, faziam curvas em 90 graus, mudavam de trajetória e altitude, pairavam no ar, desapareciam de repente e trocavam de cor constantemente, assim como o Andrei troca de calcinha.

No dia 23 de maio, quatro dias após a Noite Oficial dos OVNIs, o ministro da Aeronáutica convocou uma coletiva de imprensa para relatar o ocorrido. Os cinco pilotos e os controladores de voo também estavam presentes.

Ao final da coletiva, o ministro prometeu divulgar um dossiê completo em 30 dias. No entanto, o documento só foi liberado 23 anos depois, em setembro de 2009. Curiosidade: Atualmente, o acervo sobre OVNIs é o segundo mais consultado do Arquivo Nacional, atrás apenas dos documentos da ditadura militar. São mais de 740 registros oficiais desde 1952.

O relatório concluiu que os fenômenos observados eram sólidos e refletiam, de certa forma, inteligência, pela capacidade de acompanhar e manter distância dos observadores, bem como de voar em formação, não necessariamente tripulados e com tamanhos impressionantes: cerca de 100 metros de diâmetro.

Em resumo, ninguém afirmou que se tratava de naves extraterrestres, mas ninguém descartou essa possibilidade. (Aprenda, Exército Brasileiro)

Outro caso parecido foi o dos Foo Fighters durante a segunda guerra mundial. No ano de 1944. A Segunda Guerra Mundial está pegando fogo, literalmente. Os aliados cruzam os céus noturnos sabendo que, a qualquer momento, podem encontrar um caça alemão ou um projétil antiaéreo.

Mas eis que surge algo ainda mais estranho: bolas de luz. Esferas brilhantes, alaranjadas, vermelhas ou brancas, que apareciam do nada e começavam a seguir os aviões como cachorrinhos cósmicos. Acompanhavam bombardeiros, faziam curvas impossíveis e, quando o piloto pensava em virar a cabeça, simplesmente desapareciam.

Os aviadores americanos, com o refinamento poético característico de quem passa a madrugada desviando de tiros e usando cocaína, batizaram o fenômeno de Foo Fighters.

O nome veio de uma tirinha cômica da época, Smokey Stover, em que o personagem repetia a expressão nonsense “Where there’s foo, there’s fire”. Traduzindo livremente: “onde há foo, há fogo”. Não significa rigorosamente nada, o que, convenhamos, combina perfeitamente com objetos voadores que surgem sem explicação.

Terminada a guerra, abriram-se arquivos, desmontaram-se laboratórios, capturaram-se cientistas e… nada. E o mistério continuou. Mas o curioso é que os relatos vinham de pilotos experientes, gente treinada para distinguir esse tipo de fenômeno. Não eram frequentadores de mesa branca nem assinantes de revistas esotéricas. Eram militares acostumados a lidar com o improvável.

E talvez esse seja o aspecto mais fascinante da história: em meio ao maior conflito da humanidade, enquanto milhões de homens tentavam destruir uns aos outros com impressionante eficiência, algo, seja lá o que fosse, observava tudo em silêncio, como quem assiste a um espetáculo e pensava:

“Esses terráqueos realmente não batem bem.”

Beijokas 💌👽💌

Fiquem com uma matéria e dois vídeos de “orbes” filmados nos Estados Unidos: