Devido à pandemia do coronavírus ao redor do mundo, os cinemas estão fechados desde março. Agora, passados mais de dois meses após o início da pandemia, as redes de cinema fazem planos para suas respectivas reaberturas, assim como os estúdios reposicionam seus filmes para se adequar ao já caótico calendário desse ano. Contudo, será que é o momento certo para reabrir ou será que o excesso de otimismo dos exibidores é infundado ?
Em primeiro lugar, vale ressaltar que não dá para prever com certeza quando exatamente o pico de casos do Covid-19 vai cessar, portanto qualquer estimativa fica dependente de novos dados dos serviços de saúde. As estimativas inicias mais otimistas nos EUA apontam uma possível reabertura em junho, porém como os casos da doença não param de crescer no país, é pouco provável que isso se concretize. Ademais, foi reportado pelo LA Times que a quarentena vai se estender por mais três meses em Los Angeles, lugar que possui uma das maiores cadeias de cinema dos país. Portanto, parece inviável uma abertura até meados de agosto de acordo com previsões mais pessimistas.
A luz no fim do túnel para as previsões otimistas está nas mãos da Warner Bros com "Tenet", o novo filme de Christopher Nolan. A data de lançamento do filme está marcada para 17 de julho, logo havia a expectativa de que este seria o filme que "reativaria" a indústria e serviria de teste para estimular os outros estúdios a não mudarem as datas de seus lançamentos mais uma vez. Tenet seria o primeiro grande lançamento após meses e seria seguido por Mulan (24 de julho) e Mulher Maravilha 1984 (14 de agosto). O problema é que há uma indecisão por parte da Warner Bros em manter a data do filme, um relatório do Deadline informa que eles só lançariam o filme se 80% dos cinemas mundiais estiverem funcionando até a data. Caso contrário, eles devem remanejar o filme para outro momento, pois devido a investimento de 200 milhões de dólares na produção, seria um prejuízo lançar de forma limitada.
Há outro fator a ser levado em consideração, mesmo que os cinemas reabram, há rumores de que irão operar com capacidade reduzida. Por exemplo, cada sala operaria com 25% da capacidade e seriam necessários maiores intervalos entre cada sessão afim de higienizar propriamente após o fim da exibição. Isso levanta dúvidas se o custo operacional valeria a pena para tal empreitada visto que por causa dos fechamentos a receita das redes de cinema diminuiu exponencialmente. Naquele mesmo relatório do Deadline, um exibidor diz que os cinemas não podem sobreviver com capacidade limitada, pois os maiores picos de movimento são durante os fins de semana e com essa redução na capacidade seria inviável conseguir lucros.
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