As aventuras do Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) renderam cinco filmes e U$4.462.035.498 nas bilheterias mundiais. Foram lançados cinco filmes: A Maldição do Pérola Negra, O Baú da Morte, No Fim do Mundo, Navegando em Águas misteriosas e A Vingança de Salazar.
Infelizmente, apesar de alguns bons filmes, a franquia nem sempre pôde manter o padrão de qualidade entre suas sequências. O ranking abaixo vai enumerar os melhores e piores longas além de fazer um breve comentário sobre as qualidades ou defeitos de cada um. Então vamos lá:
5 - Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (2017)
Dirigido por Joachim Rønning e Espen Sandberg, o quinto capítulo da saga é o mais fraco. Genérico e inconsistente, o filme não soube respeitar o legado das aventuras anteriores e conseguiu a proeza de deixar o Jack Sparrow bem entediante. Por mais que seja visualmente arrojado, digamos que abusa da boa vontade do espectador com muitas conveniências e a óbvia falta de criatividade. Sem dúvida, o maior vilão desse filme é o roteiro relapso de Jeff Nathanson que ignora acontecimentos, causando furos na cronologia dos acontecimentos anteriores da franquia.
Os novos personagens apresentados são tão sem sal que em nenhum momento o espectador liga para o destino deles, além do fato que Henry (Brenton Thwaites) e Carina (Kaya Scodelario) são uma tentativa falha de emular o casal Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley) dos filmes anteriores. O vilão Salazar (Javier Bardem) é outro exemplo de reciclagem, pois além de ser um "amaldiçoado" tal como Davy Jones (Bill Nighy), também tem como objetivo destruir Jack à todo custo por razões do passado.
4 - Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011)
Dirigido por Rob Marshall, esse quarto filme pegou muita gente de surpresa na época em que foi anunciado visto que o filme anterior trouxe um final satisfatório para os personagens. Essa nova aventura deixou de lado questões de guerra e voltou a focar na busca por tesouros, no caso aqui, a Fonte da Juventude. Por mais que não seja tão brilhante como os filmes anteriores, esse quarto capítulo tem seus méritos. Começando pelo vilão, Barba Negra (Ian McShane) é carismático e preenche bem o lugar deixado por Davy Jones. A protagonista feminina é a bela Angelica (Penélope Cruz), um ex-amor da vida de Jack que o mesmo abandonou anos atrás.
Dotado de muito carisma e cenas visualmente interessantes, o filme expande o universo místico da franquia apresentando sereias e piratas zumbis (isso mesmo), além de usar o contexto da Inquisição Espanhola para fazer críticas à instituições religiosas e questões de fé. O maior defeito é ser muito apressado em certos momentos, isso acaba prejudicando o desenvolvimento de alguns personagens. Também é pouco assertivo o plot que envolve o romance fajuto do clérigo Philip (Sam Clafin) e a sereia Serena (Àstrid Bergès-Frisbey).
3 - Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007)
Dirigido por Gore Verbinski, o terceiro capítulo da saga tem as melhores batalhas e cenas visualmente muito instigantes, porém é mais longo do que precisava. Na trama, após os eventos do segundo filme, a Companhia das Índias Orientais está atacando com força os piratas do mundo. A única esperança de salvação está em ir buscar Jack Sparrow no Baú de Davy Jones para que ele se junte aos lordes piratas da Corte da Confraria. Um acerto tanto da direção quanto do roteiro foi enfatizar bem as mudanças de cada personagem. Jack não mais pode fugir de seus problemas e é forçado a tomar partido para evitar a extinção do modo de vida dos piratas. Já Will Turner está num dilema entre escolher salvar seu pai ou seu amor por Elizabeth. Falando nela, a personagem mudou bastante desde o primeiro filme e agora é uma mulher forte que não tem medo de tomar decisões difíceis e lutar contra o que acha errado.
As batalhas desse filme são as melhores dentre todas da saga e impressionam tanto pela escala quanto pelo modo como são bem editadas. Os efeitos visuais são outro espectáculo à parte e cumprem bem seu papel na criação de mundo e dos monstros da tripulação do Holandês Voador. O que faz essa terceira parte ser inferior é a longa duração, são quase 3h de filme e não tinha necessidade de tudo isso. Existem muitos subplots inúteis e um óbvio excesso de personagens. Chega uma hora que o público fica confuso sobre as intenções de cada personagem, pois são tantas traições e motivações ocultas que fica ridículo em certo ponto. Por fim, vale destacar a excelente trilha sonora de Hans Zimmer que aqui fez um de seus trabalhos mais memoráveis.
2 - Piratas do Caribe: O Baú da Morte (2006)
Dirigido por Gore Verbinski, o segundo capítulo é digno de muitos aplausos por ser uma sequência digna no meio de tantas medíocres em Hollywood. É de se tirar o chapéu para a criatividade dos roteiristas em explorar bem as pontas soltas do primeiro filme e injetar novas ideias e personagens. Neste filme, após os eventos do primeiro capítulo, Will Turner e Elizabeth Swann são presos por terem ajudado Jack Sparrow. Para salvarem-se, o casal deve procurar Jack e convencê-lo a entregar um artefato de valor. Só que Jack tem suas próprias preocupações, pois o pirata amaldiçoado Davy Jones está prestes a cobrar um acordo que seria o fim da liberdade para o nosso capitão. As batalhas são tão divertidas que questões de lógica e física são deixadas de lado pela suspensão de descrença. Vale mencionar também as lutas com o Kraken que são o ponto alto do filme. Todos esses momentos tem um ótimo CGI e a direção sabe construir a tensão necessária misturada aos óbvios clichês do gênero de ação.
A grande sacada dessa sequência foi dar uma amadurecida no tom da trama, enquanto que o primeiro tem um tom mais "leve", esse é mais sombrio e leva os personagens para novos caminhos mostrando uma clara evolução no desenvolvimento deles. O vilão Davy Jones é dono não só de um visual imponente, mas também de um personalidade cruel e vingativa. Ao mesmo tempo, há uma clara "vulnerabilidade" nele no que tange à suas emoções. Por outro lado, Jack deve ser o mais frio possível a fim de salvar seu pescoço mesmo que tenha que sacrificar todas as amizades que conquistou. Will Turner apenas queria voltar para o seu amor, mas acaba se deparando com algo que muda seus planos. Já Elizabeth descobre que tem um lado sombrio e amadurece muito ao longo do filme quando percebe que é a única disposta à fazer o necessário. Sem dúvidas, é um ótimo filme de ação/aventura.
1 - Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003)
Dirigido por Gore Verbinski, o primeiro filme é o melhor, pois soube equilibrar bem todos os seus personagens e mostra uma ação criativa com ótimas cenas. Na trama, o Capitão Jack Sparrow vai à Port Royal em busca de um navio quando acaba se envolvendo com uma uma trama de romance, rapto e misticismo. Esse capítulo inicial tem bons personagens e há camadas a serem exploradas tanto nos mocinhos quanto nos vilões. À primeira vista, Jack parece um fanfarrão tagarela, mas ele tem um objetivo claro que é revelado ao longo da projeção. Will Turner é apenas um ferreiro apaixonado por Elizabeth Swann, filha do Governador da ilha. Já ela, é uma moça desajeitada que tem medo de seu futuro e anseia um amor verdadeiramente romântico.
Tudo isso entra em colapso quando o Capitão Barbossa (Geoffrey Rush) vai ao local em busca de um medalhão perdido e seu portador. Após isso, o público é introduzido ao mundo cruel dos piratas e diferente das sequências, aqui eles não são romantizados e demonstram toda a sua maldade. Há um elemento místico que garante um tom mais assustador para a trama, além de garantir cenas bem legais com a ajuda de um CGI funcional para a época. As batalhas aqui são mais simples, porém com resultados mais viscerais e realistas. Quando navios se enfrentam, tem um peso real e a situação fica tensa para os protagonistas, pois alguns deles não tem experiência em batalha. Por fim, vale destacar a ótima atuação do elenco, todos estão impecáveis em seus papéis e a direção é muito assertiva.
Atualmente, um reboot da franquia está em desenvolvimento com Margot Robbie (Aves de Rapina) cotada para ser a protagonista.
Esse foi o post de hoje, pessoal. Espero que tenham gostado e deixem suas impressões sobre o texto nos comentários. Até a próxima!











