Por que Sex and the City ainda fala tanto com a gente, décadas depois?

 



Quem diria que além de me influenciar nas músicas, a Olivia Rodrigo também influenciaria nas minhas séries?


Esse vício começou depois do show do Lollapalooza Brasil, quando a lenda postou um vídeo, depois de cantar pra 100 MIL PESSOAS, tudo o que ela fez foi ir pro hotel, comer um bolo e assistir Sex and the City.

Aí eu pensei: “se essa série faz ela ir correndo de um palco direto pra TV, por que eu não tento também?”


E tentei. E falhei miseravelmente em assistir só um episódio.


Foram semanas indo dormir às 3 da manhã, completamente viciado, querendo saber tudo sobre aquelas quatro mulheres maravilhosamente confusas. Se a Charlotte ia sair do conto de fadas furado, se a Miranda ia parar de sabotar tudo, se a Samantha ia continuar sendo a rainha que é (spoiler: sim), e se a Carrie... ah, a Carrie... finalmente ia largar o tóxico do Big.


E aí vem um dos charmes da série: as frases icônicas no começo de cada episódio.



A Carrie sempre aparece com aquelas perguntas que misturam filosofia com crise existencial tipo: “Será que estamos todos apenas procurando por um final feliz... ou só alguém pra dividir uma cama de solteiro em Nova York?”

Você ri, você pensa, você se identifica mesmo sem querer.


A abertura é um clássico por si só — Carrie andando de saia de tule pelas ruas de Manhattan, plena, até ser atropelada por um ônibus com a própria cara estampada. Simplesmente genial.




A trama é caótica, mas deliciosamente viciante: quatro mulheres enfrentando dilemas amorosos, profissionais e emocionais, tudo isso com muito salto alto, drinks e diálogos afiados. E por mais que a série tenha quase 30 anos, muita coisa ali ainda bate forte hoje.



Porque no fim das contas, Sex and the City é sobre tentar entender quem você é, enquanto o mundo espera que você já tenha todas as respostas. É sobre errar, tentar de novo e rir (às vezes chorar) no processo.

E se você acha que é só mais uma série de romance com moda e luxo... assiste três episódios. Só três. Depois me conta se também não caiu nessa cilada chique de Nova York.



Carrie Bradshaw: A protagonista que é uma mistura de confusão e glamour. Carrie vive em busca do amor ideal, mas parece que os homens certos sempre estão fora de alcance (aí entra o Big, né?). Ela escreve crônicas sobre suas experiências, mas está sempre se questionando se está fazendo as escolhas certas. É a amiga que, apesar de estar sempre com as melhores roupas, está se reencontrando a cada episódio.



 

Samantha Jones: O oposto do estereótipo da mulher recatada. Samantha ama sexo, e mais, ela ama falar sobre isso sem vergonha nenhuma. Ela é uma mulher sem filtros, sem tabus, que não se importa com o que os outros pensam. Se Carrie é um pouco perdida, Samantha é a autoconfiante, aquela que se recusa a pedir desculpas por ser quem é. Ela é a nossa inspiração de liberdade e de quebra de padrões.




Miranda Hobbes: A advogada cética e racional, que se dedica ao trabalho com uma paixão feroz. Miranda está sempre tentando equilibrar sua carreira com a vida pessoal, mas a busca pelo sucesso profissional muitas vezes a faz parecer distante e difícil de lidar. Sua essência é ser pragmática e independente, mas, no fundo, ela também é uma mulher vulnerável, em busca de equilíbrio entre sua vida profissional e os desafios do amor.




Charlotte York: A romântica incurável, sempre em busca do conto de fadas. Charlotte trabalha como curadora de arte, mas seu verdadeiro foco é encontrar o amor perfeito e construir uma vida idealizada. Apesar das decepções, ela nunca perde a fé no romance e acredita que, no fim, o amor verdadeiro vai chegar. Sua essência é a esperança, e ela é a que lembra a todos que, por mais que o mundo real seja complicado, ainda há espaço para o otimismo e para acreditar no "felizes para sempre".








Apesar de eu não ter concluído esse universo de Sex and the City, faltando o segundo filme e o revival And Just Like That! 


 Sex and the City é uma série maravilhosa, o filme que veio 4 anos depois foi um desastre. A Carrie, que sempre teve aquele charme e complexidade, virou uma criança correndo atrás do Big, como se não tivesse amadurecido nem um pouco. O roteiro tentou forçar um "final feliz", mas tudo parecia tão artificial que deu até vergonha alheia. As outras três personagens — Charlotte, Miranda e Samantha — também não conseguiram se desenvolver de forma convincente. No fim, parecia mais um desfile de cenas desconexas e decisões que não faziam sentido para o que elas eram na série. Totalmente desapontante.





 com certeza terá mais posts sobre isso quando eu terminar o revival!