Não era um amontoado de convulsões ou alguma doença esquisita, e sim uma epidemia de dança. John Waller, autor do livro A Time to Dance, a Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518 (Um tempo para dançar, um tempo para morrer: a extraordinária história da praga da dança de 1518, em tradução livre), afirma que "indiscutivelmente elas estavam dançando"
A possibilidade maior levantada por ele é "estresse" aliado a fraqueza mental. Como as pessoas passavam longos períodos de fome ou alimentação deficiente, elas estavam submetidas à muita pressão psicológica. Além disso, existiam lendas e superstições locais que podem ter incentivado as pessoas a dançarem como forma de cura, incentivadas por autoridades
A teoria de Waller, um professor assistente de história da Medicina da Universidade Estadual do Michigan, foi considerada melhor fundamentada por outras anteriores. Uma delas afirmava que os dançarinos estavam intoxicados com o fungo Ergot
O Ergot é altamente venenoso, e uma versão sintetizada dele deu origem ao LSD. Pessoas com Ergotismo têm convulsões sérias e movimentos involuntários, o que poderia ser confundido com dança. Mas, como pode ser visto em pinturas e livros, na época os médicos já conheciam os sintomas do Ergotismo e tinham até tratamentos para a doença.
Retirado de R7.