Filmes brasileiros não costumam me chamar a atenção de cara, exceto quando se tratam de biografias, como é o caso de Minha Fama de Mau, que foi às telonas no início deste 2019 e conta a história de Erasmo Carlos desde o início da carreira até o declínio da Jovem Guarda. Inspirado em um livro homônimo, o longa com certeza vai fazer os mais fanáticos pela Jovem Guarda se levantarem da cadeira cada vez em que uma música nostálgica tocar e chorar nos momentos mais marcantes.
O maior deles, vale antecipar, é quando Roberto Carlos apresenta a música Amigo àquele que foi o seu parceiro de [quase] todas as horas. Outro ponto alto do filme é a participação do jovem Tim [na época Tião] Maia, que foi quem ensinou os primeiros acordes de violão a Erasmo.
Tanto Tim quanto os protagonistas, interpretados por Chay Suede (Erasmo), Gabriel Leone (Roberto) e Malu Rodrigues (Wanderléia) não foram nem um pouco caricatos e nem tentaram imitar o timbre dos cantores originais, mas seus trejeitos como os artistas eram inconfundíveis.
Também cabe destacar a mesclagem entre elementos criados na ficção com imagens captadas na época, principalmente de comerciais. Assim como o filme de Elis Regina, também foi abordada de forma mais sutil a cocorrência entre artistas da Bossa Nova e da Jovem Guarda. Agora, obviamente, mostrando a visão dos roqueiros dos anos 60.
Minha Fama de Mau
ANO: 2019
PAÍS: Brasil
DIREÇÃO: Lui Farias
ELENCO: Chay Suede, Gabriel Leone, Malu Rodrigues.
*O texto acima não é uma crítica, por isso não foi atribuída nenhuma nota ao filme. É apenas uma análise de um fã do período que foi incapaz de encontrar pontos negativos e fazer uma análise mais imparcial da obra.
