Rio de Janeiro - Em agosto de 2019, o mundo ficou informado da desaceleração das principais economias, a chinesa e europeia. A Alemanha, a maior potência econômica da Europa, teve uma contração de 0,1% no segundo trimestre por causa de novas quedas nas exportações. A China, por outro lado, sofreu uma desaceleração comparada com anos anteriores. Os dados, a princípio, não podem assustar, mas já serve como um grande alerta para algo que não está certo.
Europa;
No cenário europeu temos os dados mais preocupantes, principalmente se tratando da Alemanha, Reino Unido e Itália.
Na Alemanha, o PIB caiu 0,2% no primeiro trimestre de 2019, os péssimos resultados da produção industrial e comercio exterior levaram o Bundesbank (Banco Central alemão) a alertar de que a maior potência da zona do euro retroceda também neste trimestre, o que colocaria em recessão.
No Reino Unido com a possibilidade de um possível Brexit sem acordo com a União Europeia, levaria a economia britânica a uma instabilidade e a exclusão do mercado comum com os europeus.
A Itália, em cinco trimestres intercalou duas quedas, dois estancamentos e só uma pequena ascensão, também vem enfrentando uma crise politica levando o anúncio de renúncia do primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte.
China;
A produção industrial chinesa cresceu 4,8% no mês de julho. Um dado bastante expressivo, porém, abaixo do esperado pelos economistas. A China continua a crescer, mas não como a alguns anos atrás, portanto contribuindo menos para o crescimento da economia mundial. Vale ressaltar também que o mesmo está em guerra comercial com os Estado Unidos, que pode vir a se intensificar.
Estados Unidos da América;
No âmbito americano, o FED (Banco Central dos EUA) foi pressionado pelo presidente a reduzir os juros básicos, reforçando uma percepção do mercado de que o crescimento da economia poderia vir a perder o seu folego. A guerra comercial entre Trump e Pequim vem colocando várias empresas americanas em fogo cruzado.
E no Brasil?
Nos últimos dias o Brasil vem enfrentando quedas em sua Bolsa e a alta valorização do Dólar frente ao Real. Em possíveis recessões globais, os países emergentes (caso do Brasil) são os que mais sofrem com a saída dos investidores nesses mercados.
Porém, com as reformas na estrutura do Estado como Reforma Previdenciária e Tributária poderia amenizar o Brasil de uma crise. No fechamento dessa matéria, o Brasil cresceu 0,4% em seu PIB no segundo trimestre afastando-o de uma recessão.
Escrito e editado por Enzo Estrella às 01:10.
31/08/2019.
Rio de Janeiro - RJ.
FONTE BASE: Valor Econômico, El País, Universo Online, Folha de S. Paulo e G1.
