A Indústria Musical em 2020: Expectativas e Análises

Por Pedro Augusto

Estamos em abril, mas os lançamentos recentes já mostraram um pouco de como será 2020, na indústria musical. O que se nota, é a presença marcante de batidas meio termo, voltadas pra uma vibe nostálgica, que buscam fazer o publico, se identificar com a música.
Não é de hoje que vários artistas vem adotando uma sonoridade mais madura, diferente das batidas chicletes que embalaram os anos 2000 até meados de 2015. Os tempos áureos do pop já passaram, dando lugar a uma série de outros ritmos que agora se colocam lado a lado com o gênero, como por exemplo, o Rap e Reggaeton.
Estamos vivendo uma verdadeira democratização dos ritmos da indústria musical, onde há lugar para todos os estilos.
Já 2020, começou trazendo suas próprias marcas, em que musicas com vibes nostalgicas, dancantes, e meio termo estão dominando as paradas, a exemplo, temos Dance Monkey, Don't Start Now, Falling, Blinding Lights, Tusa, Adore You, Say So, Intentions e várias outras.

Em janeiro, Selena Gomez voltou com o álbum Rare. Um álbum intimista e nostálgico, com letras fortes e consisas. Em fevereiro, Justin Bieber lança o tão aguardado Changes, que dividiu opiniões, mas que segue sendo um grande álbum em sua carreira. E no finalzinho de fevereiro, ainda deu tempo de Bad Bunny lançar o seu aclamado YHLQMDLG. Mas não podemos esquecer, de dois do álbuns mais aguardados do ano, o After Hours do The Weeknd e o Future Nostalgia de Dua Lipa.

Segue abaixo a lista dos maiores lançamentos do ano, até o momento:



Rare - Selena Gomez, pop/dance
Music to be Murdered by - Eminem, hip hope
Manic - Halsey, pop, rock, R&B, country e hip hope
Circles - Mac Miller - pop, hip hope, rap, indie
High Road - Kesha, pop
Changes - Justin Bieber, R&B
Map of the Soul: 7 - BTS, pop e R&B
YHLQMDLG - Bad Bunny, reggaeton
How I'm feeling - Lauv, pop



Heartbreak Weather- Niall Horan, pop
Colores - J Balvin, reggaeton
After Hours - The Weeknd, R&B
111 - Pablo Vitar, pop
Calm - 5 Seconds of the Summer, pop
Dua Lipa - Future Nostalgia, pop, eletropop, dance-pop

Outro elemento que não faltou nós recentes lançamentos, foi a criatividade, algo essêncial para um artista obter bom êxito. Quando se faz mais do mesmo, o público acaba se afastando. Sonoridades que hoje dominam, podem não dominar nos anos seguintes, por isso é importante que o artista saiba se adequar às novas sonoridades, sem perder a sua essência.
E quando se fala de criatividade, não envolve somente a forma como as músicas são produzidas ou cantadas, mas também, a composição visual do álbum, como a capa, os vídeo clipes, a iluminação, o visual que o próprio artista adota para divulgar o seu trabalho, tudo isso conta. Também é importante, que o artista saiba lançar um trabalho coerente e coeso. Desse modo, as ressalvas, de álbuns que foram muito bem preparados, vão para:



Rare - Selena Gomez: sendo um álbum muito bem trabalhando, Selena Gomez volta com letras profundas e batidas transcendentais. Em uma vibe calma e retrô assim como os singles do álbum. Em seus clipes, Selena segue uma linha de cores e formas que representam o álbum, sem sair da sua estética.
Changes - Justin Bieber: mesmo com um primeiro single que a primeira vista não parece ter nenhuma relação com o álbum, Justin Bieber consegue fazer uma obra coerente e coesa ao transformar o Changes em álbum visual. Em que todas as músicas ganham clipes.
After Hours - The Weeknd: adotando uma vibe retrô, The Weenked transcende toda a essência do seu álbum. Com clipes e sonoridades na mesma vibe, ele consegue fazer uma obra totalmente coerente e coesa.
Future Nostalgia - Dua Lipa: fazendo jus ao título, Dua Lipa cria uma obra dançante, animada e com uma vibe nostálgica e retrô. Ela trabalha toda a estética do álbum em seus vídeo clipes, na capa e em no seu próprio estilo pessoal.



E aí? Curtiu?. De sim ou de não, fica calmo (a), que ainda tem muito mais por vir..., com o retorno de grandes nomes da música, ainda em 2020.