Para quem não sabe o que aconteceu:
É bem provável que você pelo menos tenha ouvido falar, mas aqui está um resumo da história:
Uma menina brasileira, de apenas 10 anos de idade vinha sendo estuprada por seu próprio tio desde que tinha 6 anos, e isso resultou em uma gravidez. Quando a informação surgiu, muitos indicaram que o melhor a se fazer seria abortar o feto, que tinha 3 meses de formação.
Mas se você acompanha a Internet, já sabe que as coisas não são tão fáceis assim. Muitos se posicionaram à favor do aborto, mas teve aqueles que sempre dizem que abortar é um crime, já que você está impedindo um bebê de vir ao mundo.
Houve inclusive alguns protestos em frente ao hospital, onde defensores do movimento pró-vida queriam impedir que a gravidez fosse interrompida.
Vamos entender um pouco mais sobre esses pensamentos.
Quem pode abortar no Brasil?
De acordo com informações da Wikipédia, com fontes no próprio artigo sobre Aborto no Brasil, a prática do mesmo é considerado crime no nosso país, com punição tanto para a mãe como para o médico que realizou a operação.
No entanto, existem exceções: O aborto praticado pelo Sistema Único de Saúde pode ser realizado em três casos:
- Quando a mãe corre risco de vida.
- Quando for resultado de estupro.
- Quando o feto for anencefálico.
O que diz a Religião à respeito disso?
Segundo sites de pesquisas, a Bíblia Sagrada, o livro mais importante do cristianismo não fala nada à respeito do aborto, o que torna um pouco difícil entre os cristãos que seguem suas regras. No entanto, a Igreja Católica diz que "A vida humana deve ser respeitada e protegida de modo absoluto a partir do momento da concepção."
O Catolicismo condena o uso de métodos contraceptivos, e é contra o aborto, embora permita que medicamentos que causem a morte do feto, para tratar doenças graves, podem ser usados. Segundo essa religião, "O primeiro direito do ser humano é a vida", e essa regra vale a partir do momento da fecundação.
Boa parte das Igrejas Evangélicas também condenam a prática do aborto, e dão suporte à medidas para serem tomadas após o nascimento do bebê, como a adoção no caso de pais muito jovens. Em outras palavras, tanto a Igreja Católica, como a Evangélica, as duas religiões mais populares do país, estão contra o aborto.
O que a Internet pensa sobre isso?
Como um sujeito que está sempre conectado em busca de informações sobre os assuntos atuais, eu notei uma grande maioria de usuários sendo à favor da menina abortar o feto.
Uma boa parcela dos usuários à favor do aborto chegaram até mesmo a atacar os religiosos, dizendo coisas do tipo "A Religião mata muito mais do que o aborto." Alguns criticaram até mesmo os ensinamentos da Bíblia. E eu estou falando de uma quantia bem alta de pessoas
As críticas aos protestos não foram poucas. Os usuários que se opõem ao governo atual não pouparam palavras para criticar o governo por não legalizar, e pelo visto não ter a intenção de legalizar a prática do aborto.
Já os que são à favor da vida do feto se pronunciaram de forma bem menos intensa. Mas ainda foi possível ver usuários dizendo que não se tratava de uma criança e um feto, e sim da "Vida de duas crianças". Com certeza uma indireta para quem diz que o feto ainda não pode ser considerado um ser vivo.
Qual foi o resultado?
A Menina realizou o aborto com sucesso. Segundo sites especializados em reportagens, ela passa bem, embora tenha adquirido Diabetes Gestacional. Alguns líderes religiosos se manifestaram contra os protestos em frente ao hospital, e estudos dizem que ela muito provavelmente teria complicações se a gravidez fosse levada adiante.
Tudo isso aconteceu em um momento muito delicado do nosso país. Ao mesmo tempo em que há uma guerra entre a Direita e a Esquerda por todas as redes sociais, e temos o Coronavírus ainda em circulação, uma questão como essa pode causar vários aborrecimentos.
O cérebro humano pode criar ideias impressionantes, mas também pode trazer pensamentos agressivos, ainda mais se questões ideológicas vierem à tona.
No mais, espero que essa garota fique bem, cresça com saúde, e faça o que for possível para apagar essa mancha em sua história de vida. Ou pelo menos amenizar, já que eu duvido um pouco que uma atitude tão desprezível de um próprio membro da família possa sumir por completo.
