Por: Diego
=
No dia 1° de maio os líderes de esquerda discursaram na Central única do trabalhadores. Assistindo o pronunciamento dos candidatos é notável a diferença no modo de falar com o povo entre Lula e Ciro.
Lula fala direto ao povo, o que os trabalhadores querem ouvir, auxílio emergencial, emprego, recorda os bons tempos de ascensão social no seu governo, tem intimidade com o eleitor e não desconversa. Apresenta-se como o homem honesto, inocentado pela anulação das suas condenações na suprema corte, é o slogan perfeito.
O eleitorado fiel lhe dá um segundo turno garantido, independentemente da sobrevivência do Bolsonaro.
Ciro Gomes tem o modo mais reflexivo de falar, é mais vago, crítica o modelo econômico vigente desde o governo tucano.
Recentemente o PDT (partido democrático trabalhista) contratou o marqueteiro João Santana e o presidenciável aparece em vídeos na internet com propostas ao Brasil. A única fala 'raiz' do Ciro foi sobre Bolsonaro no final do vídeo. O pedetista tem vários desafios, porque não desfruta da popularidade e base de apoio dos seus rivais: Lula e Bolsonaro. O ex-ministro parece tentar atrair votos da esquerda e da centro-direita. Portando suas chances são mínimas em um ambiente polarizado.
O evento contou com a presença do também presidenciável Guilherme Boulos (PSOL) e do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), além de lideranças sindicais e de esquerda.
Resta saber se a força trabalhista brasileira tem o que comemorar em meio a mais de 14 milhões de desempregados e 400 mil mortos. Infelizmente a vida do povo piorou, resultando na queda da expectativa de vida dos brasileiros pela primeira vez na história.
