A menos de 2 dias para eleição presidencial de 2022, convidamos os comentaristas o site que desejarem participar para comentarem sobre seu voto para presidente nesse ano. Neste post, os comentaristas declaram seu voto e suas razões para que chegassem a essa conclusão.
Quem ainda desejar enviar sua opinião/voto para esse post, pode enviar para Douglas em suas redes sociais ou comentar pelo Disqus e marcar o user (@menineh), para que possa postar aqui. Claro, antes da eleição.
PALPITES RECREIO:
Douglas: Lula 52,31% / Bolsonaro 47,69%
Eduardo: Lula 51,75 / Bolsonaro 48,25%
Bolsonete: Lula 53,1% / Bolsonaro 46,9%
Júnior: Lula 52,17% / Bolsonaro 47,83%
Mateus: Lula 51,3% / Bolsonaro 48,7%
Vamos aos votos:
MATEUS
Diferente da última eleição presidencial esse ano no segundo turno vou votar contra o que Bolsonaro representa e contra o que ganha força com a vitória dele, não tenho nenhuma simpatia pelo PT, muito menos com o Lula, porém se é o que está aí como oposição ao que ganha força com a vitória do Bolsonaro esse vai ser meu voto. Cheguei a pensar em votar em branco mas diante das coisas que tenho visto nos últimos dias decidi tomar essa decisão.
ANDER
Voto no Lula porque ele sempre se comportou como um estadista, democrata e que ama o seu povo, isso a gente viu pelos programas que ele criou e que ajudou muita gente a prosperar, além do mais, resgatar a democracia de um homem insensível que colocou o ódio e o negacionismo das pessoas pra fora é essencial.
Talvez seja a eleição mais importante de todas na nossa história desde a redemocratização, tirar o Bolsonaro é colocar um fim nessa confusão plantada unicamente por ele, que nos envergonha todos os dias, com certeza ele é um dos piores presidentes da nossa história.
Em 2026 vou votar em alguém diferente, mas que realmente pense nas pessoas que mais precisam, que não tenha atos que flertam com o "fascismo" ou com qualquer tipo de "autoritarismo", por enquanto eu tenho admirado a Tebet.
FOFÃO
Meu voto será 22, não é surpresa para ninguém, eu não concordo com tudo que Bolsonaro fala, compactuo com muitas ideias dele, mas uma coisa é certa, eu não votarei em alguém que simplesmente roubou o país na cara dura, não julgo quem vota, mas meu voto ele jamais terá, falo do Lula.
A mídia demoniza o nosso presidente da república de um jeito inigualável, coisa que não é novidade, por simplesmente ele falar a verdade em algumas coisas, não vou estender muito, ele tem propostas ótimas, sem contar que o país cresceu economicamente em meio a uma pandemia e guerra né?
Ganhando ou perdendo, essa é minha opinião e ninguém mudará, eu simpatizo muita mais com a direita de que a esquerda, lembrando que os dois lados tem extremismo.
É isso, e que vença o que a maioria escolher.
JÚNIOR
Meu voto é no Lula. Ele é ladrão mesmo, como Bolsonaro também é. Mas não sejamos hipócritas, pois sabemos que quem é bonzinho lá morre. Meu voto também será em Lula pois em uma pandemia ele comprou vacinas, enquanto o escroto atual se negou quando morriam mil pessoas por dia. E não me venham com desculpas como "você aceitaria algo sem dados?", pois a ASTRAZENECA, que ele aceitou na mesma época, também não tinha e, mesmo assim, foi liberada.
Bolsonaro brincou e politizou algo bastante sério. Quantas pessoas não estariam vivas hoje se a vacinação tivesse começado em dezembro? Outro ponto: esse verme não tem postura nenhuma, só fala besteira. Deu R$600 de auxílio, enquanto isso não faz as compras de dois dias. Então mama aqui e se engasga.
EDU
Diante do cenário que vivemos no Brasil, eu sou incapaz de apoiar o governo atual, no qual vivenciamos muitas monstruosidades, com casos mais recentes de até mortes por posições políticas, na qual a mídia atual promove uma guerra entre as "facções" direita x esquerda. Eu vejo muita hipocrisia vinda desses fanáticos religiosos que acaba se fundindo com a direita super conservadora. Um caso que vou citar é o da atriz Klara Castanho, que passou por umas das piores situações da vida sendo exposta da forma mais podre por um ser humano que não tem compaixão pelo próximo. Klara foi a público e postou uma nota dizendo que foi estuprada e entregou o bebê para a adoção, até aí ok né, ela fez o que achou certo, porém ao revelar isso ela teve uma chuva de críticas dos "cidadãos dos bens" dizendo que ela era uma péssima pessoa por não ter ficado com o filho. Mas pera aí, ela não trouxe a criança ao mundo e não deixou de tirar uma vida? Se ela tivesse feito um aborto, ela não seria massacrada do mesmo jeito? Então como eu posso apoiar esse tipo de gente mesquinha que só aceita aquilo que te convém?
Além disso, eu poderia citar a COVID 19… como o brasileiro se esquece muito fácil da situação precária que passamos e estamos nos recuperando agora. O Brasil nunca teve de verdade um lockdown 100%, algumas coisas sim foram fechadas e até suspensas com multa por descumprimento das regras que o governo colocou, que eu discordo totalmente. O que leva a economia do Brasil é o brasileiro que dá sempre um jeito de ser reinventar. Poderia ter evitado várias mortes? Poderia, mas como? Imagina essa pandemia sem um presidente como o Bolsonaro, eu aposto que o descaso não seria esse que tivemos, com atrasos em compras de vacinas, nenhum preparamento para lidar com a infestação e várias intrigas com os prefeitos de várias cidades que não foram ajudadas em nada, cada um seguindo o seu caminho. Outros países, por exemplo, tiveram medidas muito rápidas para evitar a propagação do vírus, em alguns lugares até hora para ir ao mercado você tinha para não haver aglomeração de pessoas, isso tudo eram medidas rápidas e eficazes.
Todo mundo aqui sabe que o pai do Ragnar cansou de debochar das pessoas (em 2020 Bolsonaro disse "eu não sou coveiro, ta?”), mas como eu falei, brasileiro esquece das coisas fáceis, eu não consigo compreender como esse homem pode ter tido tantos votos no primeiro turno, mesmo o Lula ganhando eu fiquei abismado como tem várias pessoas que acreditam ainda nesse discurso de ódio que ele propaga.
Dito isso, eu venho dizer que meu voto será no candidato Lula, não porque ele vai ser um presidente perfeito, dos sonhos e tudo mais, mas sim porque eu quero poder ver uma declaração, posicionamento ou discurso de um presidente onde eu não sinta nojo apenas de ouvir a voz de cu. Sabemos que vamos ter um presidente que não vai fala que preferia um filho morto do que um filho gay, isso é triste e desumano. Sei que muita gente tem preconceito contra o PT por muita coisa que aconteceu no passado, mas isso agora virou questão de ética, se esse homem for reeleito eu vou perceber o quanto o brasileiro se tornou um povo individualista.
GESSINGER (DOUGLAS)
Se há dois anos (em 2020) alguém me dissesse que eu votaria no PT algum dia, eu chamaria essa pessoa de louca. Embora já tenha sido muito bolsominion no passado — especialmente após as eleições de 2014, quando o atual presidente começou a aparecer na mídia—, em 2018 meu voto já foi crítico. Votei em Bolsonaro por considerar uma opção “menos pior” que a candidatura rival.
Não poderia estar mais errado. Mantenho muitas das críticas que já fiz a Lula e ao PT no passado, especialmente no que se refere aos escândalos de corrupção e simpatia pública por ditaduras vizinhas. Porém, não imagino Haddad como presidente enfrentando de maneira tão desumana e irresponsável uma pandemia como fez o atual presidente.
Primeiro: Bolsonaro sabotou o trabalho de seu ministro e desestimulou o cumprimento de medidas recomendadas pela ciência e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Quando o Presidente da República, a personificação mais elevada de qualquer representação política do país, diz à população que não é necessário adotar medidas sanitárias para combater uma doença, ele está criminosamente lotando covas nos cemitérios. Ainda mais se esse desestímulo às medidas vem junto com um incentivo ao uso de falsas soluções milagrosas para a doença, as quais fazem com que a população acredite estar protegida quando, na verdade, está contribuindo para a superlotação de leitos em hospitais. Ao estimular a tal da “imunidade de rebanho”, o presidente ignorou as limitações do nosso sistema de saúde e contribuiu para o caos em meio aos inúmeros surtos da doença.
Queria parar por aqui com esse assunto, mas ainda teve o desestímulo irresponsável à vacinação, aliado a inúmeras teorias conspiratórias a relacionando com a AIDS e até com jacarés. Felizmente, tivemos governadores responsáveis , como João “Vacinador” Dória, que correu atrás da imunização. Se não fosse a concorrência política iniciada por ele — quer tenham sido suas intenções genuínas, quer não — em torno das vacinas, o estrago feito por um governo que demorou meses para responder uma simples carta da Pfizer poderia ter sido bem maior. Não esqueçamos de mencionar as suspeitas de corrupção em torno da aquisição de vacinas, as quais tornam a atuação deste governo em meio à pandemia ainda mais absurda e criminosa. Por fim, também teve deboche do maior líder do executivo do país com as mortes pela doença, apenas uma amostra do quão desumano é este senhor.
E se o assunto é desumanidade, a de Bolsonaro não é de hoje (infelizmente, minha condição privilegiada me fazia a ignorar e a tratar com irrelevância). Não consigo imaginar como alguém que disse que prefere ter um filho morto a um filho gay, que acha que mulheres devem ganhar menos por engravidarem, que sugeriu fuzilar um ex-presidente e que fala que não é coveiro ao se referir a mortes tenha o mínimo de empatia para pensar em quem mais necessita na gestão de um país tão complexo como o nosso.
Se a pandemia foi o maior déficit de Bolsonaro em seu governo, não podemos também deixar de lado as sucessivas substituições feitas por ele no comando da Polícia Federal na tentativa de atrapalhar e interferir em investigações contra seus filhos — algo escancarado por seu próprio ex-ministro, hoje seu aliado, de quem me arrependo amargamente de um dia ter admirado. Aliás, se teve uma coisa que Bolsonaro provou neste governo é que é “a favor da família”. Da sua, pelo menos.
Bolsonaro também foi um desastre no tratamento de questões ambientais ao colocar no Ministério do Meio Ambiente alguém cujo trabalho vai totalmente de encontro com o que se espera de um ambientalista. Aliás, dar ministério para gente despreparada parece ter sido uma regra no governo Bolsonaro. No Ministério da Educação, tivemos pelo menos três ministros altamente incompetentes cujo trabalhos foram bastante pautados em teorias da conspiração e com polêmicas como a horrível tentativa de interferência na prova do Enem. Teve até ministro plagiador de trabalhos acadêmicos. No Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, uma mulher completamente equivocada e incompatível com o cargo que ocupou. Parece que o grande acerto de Bolsonaro em termos ministeriais — com Mandetta — ele fez questão de chutar pra fora de seu governo. O prometido ministério "técnico" ficou apenas na campanha de 2018.
Bolsonaro também tem aspirações ditatoriais e anti-democráticas. Embora o PT e o Partido dos Trabalhadores seja abertamente simpático às ditaduras de esquerda vizinhas, Bolsonaro é simpático tanto a ditaduras de direita vizinhas, quanto à ditadura que o nosso próprio país enfrentou no passado. Não somente isso, como o presidente recorda com nostalgia o período militar e seus apoiadores não escondem o desejo de tê-la de volta. Questionando o processo eleitoral que o consagrou campeão há quatro anos, Bolsonaro tenta tumultuar o pleito atual com inúmeras acusações e até ameaças de que não aceitará o resultado das eleições caso seja derrotado. Isso, sem apresentar uma prova sequer de suas alegações infundadas.
Incomodado com a impossibilidade de fazer o que bem entender com a caneta presidencial, Bolsonaro já se mostrou simpático até mesmo à ideia de aumentar a quantidade de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), medida já adotada por ditadores que ele já defendeu no passado e hoje repudia — como Hugo Chávez.
Voltando ao PT, embora haja esse spracitado apoio às ditaduras vizinhas, o partido nunca deu indícios de que pretende tumultuar nosso processo democrático e/ou questionou o resultado das eleições. Certo que o PT se usou de métodos de campanha terroristas e repletos de fake news para se manter no poder no passado, porém, quando no governo, respeitou as instituições democráticas, mesmo não concordando com elas. Dilma discordou de um processo de impeachment contra ela, foi ao Senado se defender e, ao ser impeachada, deixou o Palácio do Planalto sem uma tentativa sequer de golpe ou de desrespeito às instituições. O PT não é santo — longe disso. Porém, comparado com Bolsonaro, o PT vira uma Madre Teresa de Calcutá.
Meu voto de coração seria de Simone Tebet, pois acredito que o Brasil precisa escorraçar Bolsonaro e não creio que o retorno do passado turbulento e problemático seria o ideal. Mas a polarização que inundou o Brasil impediu qualquer chance de outro candidato entrar na jogada. Por isso, mesmo a contragosto, não me dou ao luxo de não fazer uma escolha e votarei novamente em Lula, algo que jamais imaginei fazer na vida e acabei fazendo já no primeiro turno na ânsia de matar a jogada já no primeiro lance
Felizmente, não estou sozinho, visto que nomes que admiro e sempre foram históricos críticos ao PT estão comigo (como FHC, Tasso Jereissati, Simone Tebet, etc). Se até mesmo Marina Silva, que foi alvo de uma campanha sórdida do PT em 2014 não se dá ao luxo de ficar neutra, quem sou eu para o fazer? Até entendo quem anula o voto e não recrimino tais pessoas. Porém, não consigo entender alguém que vota em Bolsonaro após quatro anos tão tenebrosos de um governo como o dele.
