Em American Horror Story as vinhetas sempre chamam atenção por serem extremamente bem elaboradas, assustadoras e de tamanha criatividade. São mais do que simples introduções: são portais para o universo único de cada temporada. Características por compartilharem um único instrumental de fundo e imagens em frames rápidos que fazem alusão ao tema central de cada temporada. Trata-se de um seriado antológico, ou seja, cada ano apresenta uma história totalmente diferente da anterior. As aberturas seguem essa mesma linha de raciocínio, mostrando imagens e situações características de cada temporada.
Asylum: Psicose em Briarcliff
Situada em um manicômio para doentes mentais, a segunda temporada de AHS contou com uma abertura para lá de marcante. Observamos algumas pessoas aprisionadas em Briarcliff, em agonia e desespero, fica óbvio que esses pacientes clínicos sofrem das mais severas torturas físicas e psicológicas ao longo da temporada. Também existem esboços dos temas secundários que seriam abordados nos episódios seguintes, eles deixam várias pistas para o público ir pescando os spoilers camuflados. Em AHS você provavelmente já saberá de muitas coisas antes que elas aconteçam dentro da série, através das aberturas. Possessão demoníaca e o fanatismo religioso são os temas de maior destaque.
Talvez a mais criativa de todas. Trata-se de uma animação que lembra bastante o estilo stop motion em filmes de Tim Burton (mas não chega a ser, acho), mostrando um show bizarro em um circo de aberrações, mas de um jeito estranhamente macabro que te deixa desconfortável. As criaturas fazem truques de mágica, exibem suas deformidades físicas e fazem insinuações sexuais, incestuosas e depravadas. O vale da estranheza está muito presente aqui, a começar pela mudança no soundtrack. A temporada tratou de preconceito contra pessoas com deformidades físicas nos anos 50.
Ryan Murphy quis mostrar que em alguns seguimentos políticos, homens reacionários usam da política do medo para controlar grandes massas e a população em geral. Podemos observar um grupo de palhaços espalhando o caos pelas ruas dos EUA em época de eleição a mando de um líder autoritário. Paralelo a isso, observamos algumas situações características de fobias, tripofobia, coulrofobia e hemofobia, todas estão interligadas ao tema central de Cult; o extremismo politico. O soundtrack mudou, agora é uma versão alternativa da música clássica, mas tocada como se fosse um hino patriota estadunidense.
