Exibida em 2006 na Globo, Cobras e Lagartos foi escrita por João Emanuel Carneiro e trouxe uma mistura de comédia, romance e muito jogo de interesses. A história gira em torno da herança milionária de Omar Pasquim, dono da Luxus, que morre deixando sua fortuna para Bel, sua sobrinha, e para um misterioso “Daniel Miranda”. A partir daí, a trama se desdobra em disputas, golpes e armações que movimentaram a novela inteira.
Todo mundo lembra dos vilões clássicos: Leona, a sobrinha venenosa capaz de qualquer coisa pelo poder; Estevão, o gerente de marketing corrupto que conspirava pelas costas; Milu e Otaviano, que viviam de armações; e Ellen, sempre de olho em uma oportunidade de ascender. Eles nunca enganaram ninguém — já eram vilões declarados desde o início.
Mas o Foguinho… esse sim enganou geral. O pobrezinho injustiçado, que vendia cachorro-quente, acabou herdando a fortuna por uma coincidência de nome e virou presidente da Luxus. Só que, em vez de usar essa virada para o bem, ele traiu Duda (o verdadeiro herdeiro), se apropriou do que não era dele e ainda se envolveu com Bel, a mulher do melhor amigo. O “coitadinho” provou ser o mais sujo de todos, justamente porque se escondia atrás da máscara da humildade.
E é por isso que dá pra dizer: Foguinho foi o verdadeiro vilão da novela. Ele não precisava de planos mirabolantes como Leona ou Estevão — sua maior arma era a traição disfarçada de inocência.
No fim das contas, as personagens que realmente brilharam foram Milu, Leona, Ellen, Leticia, Tia Silvana e Omar, que entregaram presença e carisma. Já os protagonistas Duda, Bel, Luciano e Henriqueta ficaram entre os mais apagados e desinteressantes da trama.
Off: a verdadeira protagonista dessa novela deveria ser a Letícia, ninguém aguenta a songa monga da Bel.





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